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O que pode ser descartado na caçamba de entulho

Caçamba de entulho é equipamento para resíduo da construção civil — o que a regulação chama de RCC. Essa definição é mais estreita do que parece, e a maior parte dos problemas na retirada vem de carga mista. A transportadora responde pelo que leva e pelo destino, então ela recusa o que não pode destinar.

O que pode

Resíduo inerte de construção e demolição: tijolo, bloco, concreto, argamassa, reboco, cerâmica, azulejo, piso, telha de barro, areia, pedra, terra de escavação. É o material para o qual a caçamba existe e o que vai para aterro de inertes ou área de transbordo e triagem licenciada.

Em obra real sempre aparece algum material agregado — madeira de forma, pedaço de tubulação, embalagem de cimento. Pequenas quantidades misturadas ao inerte costumam ser aceitas, mas isso é com a transportadora, não uma regra geral. Pergunte.

O que não pode, em nenhuma hipótese

Resíduo perigoso: tinta, verniz, solvente, thinner, óleo, graxa, adesivo e produto químico em geral, inclusive as embalagens. Lâmpada fluorescente, bateria, pilha e equipamento eletrônico. Amianto e material com fibra suspeita de amianto — é a pergunta obrigatória em obra de galpão antigo na Mooca e no Brás.

Resíduo de saúde, resíduo orgânico e lixo doméstico também não. Caçamba com lixo doméstico misturado é um dos motivos mais comuns de recusa, e é fácil de acontecer quando a obra é em imóvel habitado.

O que fica na zona cinzenta

Madeira, gesso, drywall, forro, divisória, carpete, mobiliário e marcenaria são resíduos da obra, mas não são inertes. Algumas transportadoras aceitam em caçamba separada, outras não aceitam em nenhuma. Gesso em especial tem destinação própria e muita empresa recusa.

A regra prática: se a obra vai gerar volume relevante desse tipo de material, trate como um segundo serviço e pergunte no orçamento. Descobrir isso no dia da retirada custa tempo e dinheiro.

Quando a caçamba não é a solução

Para quantidade pequena de entulho, a cidade mantém ecopontos — são 129 unidades, segundo a Prefeitura, com descarte gratuito de até 1m³ por dia, o equivalente a cerca de 18 sacos, incluindo entulho, madeira, poda e grandes objetos.

Acima disso, a responsabilidade pela remoção e pela destinação é do gerador, e aí entra a transportadora cadastrada. Para móvel velho e grande volume de bagulho há também a operação Cata-Bagulho, com rotas e datas definidas por região. Nenhuma das duas substitui a caçamba em obra, mas resolvem o descarte pontual sem custo.

Perguntas frequentes

Posso colocar lixo doméstico na caçamba de entulho?

Não. Lixo doméstico e resíduo orgânico não vão em caçamba de RCC, e carga mista é um dos motivos mais comuns de recusa de retirada — especialmente quando a obra é em imóvel habitado.

Madeira e gesso podem ir na caçamba?

Depende da empresa. Não são resíduos inertes: algumas transportadoras aceitam em caçamba separada, outras não aceitam. Gesso tem destinação própria e é frequentemente recusado. Pergunte no orçamento.

O que faço com tinta e solvente que sobraram da obra?

Não vão na caçamba, nem as embalagens. São resíduos perigosos e têm destinação específica. Pergunte à transportadora se ela oferece esse serviço separadamente ou procure um ponto de recebimento adequado.

Quando dá para usar ecoponto em vez de caçamba?

Para quantidade pequena. Os ecopontos da cidade recebem até 1m³ por dia gratuitamente, cerca de 18 sacos. Reforma de um ambiente inteiro passa disso rápido, e a partir daí a remoção é responsabilidade do gerador.

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